Proteína animal brasileira: pressão da Europa por protocolos sanitários
Imagem: Reprodução
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Proteína animal brasileira: pressão da Europa por protocolos sanitários

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A proteína animal brasileira enfrenta um momento crítico no comércio internacional, com a Europa exigindo a atualização de protocolos sanitários. O setor produtivo brasileiro assegura que já cumpre as normas exigidas, mas a falta de documentação atualizada pode prejudicar as exportações.

Edwal Portilho, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás, destaca que o desafio atual não é a qualidade sanitária, mas sim a comunicação técnica com os órgãos reguladores europeus. Ele afirma que o Brasil já opera dentro dos padrões internacionais, especialmente em relação aos produtos mais exigentes.

Protocolos sanitários e a realidade do setor

Os frigoríficos e produtores brasileiros têm adotado protocolos modernos que garantem controle sanitário rigoroso e segurança alimentar. As cadeias de bovinos, aves e suínos são as mais afetadas pelas exigências europeias, sendo essenciais para as exportações brasileiras.

Portilho ressalta que, apesar de outros produtos como ovos e pescados também estarem em discussão, a atenção está voltada principalmente para as carnes bovina, suína e de frango, que representam uma parte significativa da economia do setor. A atualização dos protocolos é vista como uma necessidade urgente.

Durante uma visita à Europa, a Frente Parlamentar da Agricultura constatou que documentos utilizados ainda são os mesmos de duas décadas atrás. Essa desatualização pode impactar diretamente as relações comerciais do Brasil com o continente europeu.

O setor espera que o processo de atualização seja finalizado até setembro, evitando interrupções nas exportações. Portilho expressa otimismo, mas reconhece que restrições poderiam afetar volumes e preços, impactando a remuneração da cadeia produtiva.

A Europa, embora não seja o maior comprador da carne bovina brasileira, continua sendo um mercado estratégico. Portilho também menciona a importância de manter relações comerciais com países como Japão e Estados Unidos, que têm altos padrões de exigência sanitária.

O presidente da Adial defende que as exigências sanitárias devem ser baseadas em critérios técnicos, evitando influências políticas. Para os produtores, frigoríficos e exportadores, a atualização dos protocolos é fundamental para garantir a competitividade da proteína animal brasileira no cenário global.

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