A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) manifestou, nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, seu apoio à eleição do deputado estadual Douglas Ruas (PL) como presidente da Casa. O documento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em resposta a uma ação do PDT que questiona a validade da votação.
O partido argumenta que a eleição deve ser anulada, alegando que o voto aberto expôs os parlamentares a pressões e retaliações, comprometendo a liberdade de deliberação. Em contrapartida, a Alerj defende que a votação está em conformidade com a Constituição e não representa uma afronta que justifique a intervenção do Judiciário.
Contexto da Eleição
A eleição de Douglas Ruas ocorreu em um momento conturbado, após a prisão do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, por suspeitas de interferência em investigações da Polícia Federal. Com a ausência de um governador e vice, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, assumiu temporariamente o Palácio Guanabara em 24 de março.
A Alerj argumenta que a eleição de Ruas deve ser mantida, ressaltando que ele tem direito ao cargo devido à “ordem sucessória normal”. A manifestação foi encaminhada ao ministro Luiz Fux, que é o relator do caso no STF.
O desdobramento dessa situação pode impactar a dinâmica política do estado, especialmente em um período em que a confiança nas instituições é frequentemente questionada. A decisão do STF sobre a validade da eleição pode influenciar não apenas a Alerj, mas também a governança no estado do Rio de Janeiro.
Enquanto isso, a Alerj continua a defender a transparência do voto aberto, afirmando que não há evidências de que a forma de votação tenha causado danos diretos à Constituição. O desfecho desse caso será observado de perto, dado seu potencial para moldar o futuro político da Assembleia e do governo estadual.











