O X1, protótipo totalmente elétrico da Heart Aerospace, realizou seu primeiro voo em 12 de agosto de 2026, em Plattsburgh, no estado de Nova York. A aeronave permaneceu 27 minutos no ar durante um teste autorizado pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), por meio de um Certificado Especial de Aeronavegabilidade.
Com 32 metros de envergadura e peso de decolagem de 11.340 quilos, o X1 alcançou 335 metros de altitude. O voo representa um avanço na demonstração da propulsão elétrica em aeronaves maiores, mas também evidencia o desafio de ampliar a escala desse tipo de tecnologia.
As baterias ainda limitam o tamanho dos aviões elétricos por armazenarem menos energia por peso do que o combustível utilizado na aviação. Além disso, enquanto o combustível é consumido e reduz o peso da aeronave durante a viagem, as baterias permanecem praticamente com a mesma massa.
Aviões exclusivamente elétricos existem há mais de cinco décadas, e alguns modelos foram certificados desde 2020. Apesar disso, a dimensão das aeronaves continua sendo um obstáculo. O X1 tem 106 pés de envergadura, medida comparável à de turboélices regionais convencionais, mas apresenta velocidade e alcance menores.
Realizado na categoria experimental e com autorização da FAA, o teste incluiu todas as etapas do voo: táxi, decolagem, subida, manobras e pouso. Segundo a Heart Aerospace, a missão serviu para demonstrar a capacidade de voo de uma aeronave elétrica desse porte e reunir dados para o processo de certificação.
O X1 foi desenvolvido como precursor do ES-30, avião híbrido-elétrico com capacidade para 30 passageiros que a empresa pretende produzir. De acordo com a companhia, o modelo poderá ter custos operacionais 40% menores que os de aeronaves regionais convencionais.
Em nota, Anders Forslund, fundador e CEO da Heart Aerospace, afirmou que o primeiro voo demonstrou a propulsão elétrica na escala de um avião comercial. Para ele, aeronaves comerciais elétricas podem alterar a economia do setor e reduzir o custo das viagens aéreas.
A proposta da empresa é oferecer voos mais acessíveis, frequentes e limpos, com operações a partir de aeroportos mais próximos dos passageiros. O X1, porém, ainda não substitui aviões regionais convencionais. Neste momento, seu objetivo é testar os limites da propulsão elétrica em maior escala e abrir caminho para o desenvolvimento do ES-30.











