O Brasil já é reconhecido em diversos mercados pela qualidade de seus profissionais de tecnologia, pela criatividade na resolução de problemas e pela capacidade de transformar limitações em soluções eficientes. Apesar disso, o país ainda não é visto como uma potência na criação de modelos de inteligência artificial.
A participação brasileira, no entanto, cresce no desenvolvimento de softwares e na aplicação da inteligência artificial em problemas reais. Fintechs, agronegócio, saúde, indústria, logística, educação, sustentabilidade e serviços públicos estão entre os setores que desenvolvem soluções de nível global.
Para Giovanni La Porta, CEO da vortice.ai, uma das principais forças do Brasil está na capacidade de compreender problemas complexos, adaptar tecnologias e criar soluções viáveis para realidades distintas.
Segundo ele, essa posição não será conquistada apenas pelo acompanhamento das iniciativas de outros países ou pela produção de soluções locais. O Brasil precisa participar ativamente desse movimento, com investimentos expressivos em pesquisa, formação de profissionais, desenvolvimento de produtos próprios, propriedade intelectual e infraestrutura tecnológica.
La Porta também defende que o país apresente internacionalmente o que está sendo produzido internamente e ocupe espaços de discussão sobre ética, segurança, regulamentação e uso responsável da inteligência artificial.
“O Brasil não pode se estagnar como consumidor de energia. Precisamos ser desenvolvedores, pesquisadores e empreendedores”, afirma. Para o executivo, a participação brasileira é importante para garantir que a inteligência artificial também reflita a realidade e as oportunidades do país.











