Carne suína registra alta de até 10,81% em outubro, aponta Safras & Mercado
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Carne suína registra alta de até 10,81% em outubro, aponta Safras & Mercado

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O mercado brasileiro de carne suína registrou valorização expressiva em outubro, com aumento nas cotações do suíno vivo, da carcaça e de cortes comercializados no atacado. Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, o preço médio do suíno vivo no Centro-Sul subiu 9,50%, enquanto o valor da carcaça avançou 10,81%.

De acordo com o analista da consultoria, Allan Maia, o movimento deu continuidade à recuperação iniciada na segunda quinzena de setembro. A alta foi impulsionada principalmente pela maior disposição da indústria em comprar animais, sobretudo na primeira metade de outubro.

Na segunda quinzena do mês, porém, o ritmo das negociações perdeu força. Com o escoamento da carne mais lento e o orçamento das famílias mais restrito, a indústria passou a atuar com maior cautela. Mesmo assim, os preços permaneceram praticamente estáveis e mantiveram os ganhos acumulados no início do mês.

No Centro-Sul, o preço médio do quilo do suíno vivo passou de R$ 5,36 para R$ 5,87, alta de 9,50%. A carcaça suína teve o maior avanço entre os indicadores destacados, subindo de R$ 8,90 para R$ 9,86. Já o preço médio dos cortes de pernil no atacado aumentou 5,35%, de R$ 10,28 para R$ 10,83 por quilo.

Em São Paulo, a arroba suína avançou de R$ 114 para R$ 130. Também foram registradas altas nas demais regiões acompanhadas pela consultoria:

Rio Grande do Sul: na integração, o quilo vivo passou de R$ 4,80 para R$ 4,90. No mercado independente do interior, subiu de R$ 5,40 para R$ 5,95.

Santa Catarina: o preço na integração aumentou de R$ 4,65 para R$ 4,75 por quilo. No interior, passou de R$ 5,35 para R$ 6.

Paraná: no mercado livre, a cotação avançou de R$ 5,40 para R$ 5,95. Na integração, passou de R$ 5,05 para R$ 5,10.

Mato Grosso do Sul: em Campo Grande, o quilo vivo subiu de R$ 5,30 para R$ 5,90. Na integração, avançou de R$ 4,65 para R$ 4,75.

Goiás: em Goiânia, os preços passaram de R$ 5,80 para R$ 6,80 por quilo.

Minas Gerais: no interior, a cotação subiu de R$ 6,20 para R$ 7. No mercado independente, avançou de R$ 6,40 para R$ 7,20.

Mato Grosso: em Rondonópolis, o preço passou de R$ 5,45 para R$ 6,10. Na integração estadual, subiu de R$ 4,65 para R$ 4,75.

Apesar da perda de ritmo nas negociações na segunda metade de outubro, as perspectivas para novembro e dezembro são positivas. Historicamente, as festas de fim de ano elevam o consumo de proteínas, o que pode favorecer a comercialização da carne suína.

O preço elevado da carne bovina também pode contribuir para aumentar a procura pela proteína suína. Segundo Allan Maia, a diferença de preços pode estimular a substituição por opções de menor custo, especialmente carne suína e de frango. A intensidade desse movimento dependerá do poder de compra das famílias e da capacidade de o mercado absorver a oferta disponível.

As exportações continuam sendo um fator importante de sustentação para a suinocultura brasileira. Os embarques em volumes elevados reduzem a disponibilidade de carne no mercado doméstico e ajudam a equilibrar a oferta.

O setor, no entanto, acompanha as informações sobre as Filipinas, principal destino da carne suína brasileira. O governo filipino avalia suspender por aproximadamente dois meses a emissão de licenças de importação para alguns cortes suínos. Se adotada, a medida poderá afetar os embarques brasileiros nos próximos meses e limitar parte do suporte oferecido pelas exportações.

O impacto dependerá da abrangência da restrição e da possibilidade de redirecionar os volumes para outros compradores internacionais.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de carne suína in natura alcançaram US$ 223,183 milhões em outubro, considerando 16 dias úteis. O volume embarcado foi de 99,087 mil toneladas, com média diária de 6,193 mil toneladas.

A receita média diária ficou em US$ 13,949 milhões, enquanto o preço médio da tonelada foi de US$ 2.252,40. Na comparação com outubro de 2025, o valor médio diário caiu 4,2%, a quantidade média diária cresceu 8,5% e o preço médio por tonelada recuou 11,7%.

Os dados indicam aumento do volume médio diário exportado, acompanhado por redução do preço médio recebido pela carne brasileira no mercado internacional. Para os próximos meses, o comportamento da demanda doméstica e a manutenção do acesso aos mercados externos serão determinantes para a sustentação dos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio.

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