O corpo de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, foi encontrado enterrado em uma cova rasa em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após 12 dias de buscas. O ex-namorado dela, Samuel Melo, de 18 anos, e a atual namorada dele, Carla Luíza, de 23, foram presos sob suspeita de envolvimento no caso.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte. O corpo foi localizado nesta quarta-feira (21), em uma área conhecida pelos moradores como Condomínio Reserva Real ou Condomínio dos Portugueses. Conforme as informações divulgadas, os dois suspeitos indicaram aos policiais o local onde Beatriz teria sido enterrada.
Familiares e amigos acompanharam o trabalho das equipes. A descoberta provocou revolta e aumentou a cobrança por justiça. A família também informou que recebeu relatos de que a jovem poderia estar grávida de aproximadamente três meses.
O corpo estava em uma cova rasa, aberta em um terreno frequentado por moradores e motociclistas que costumam fazer manobras na região. Amigos da família disseram que o casal conhecia bem o local. Durante as buscas, os policiais encontraram objetos que poderiam ajudar na identificação, como uma sandália e uma capa de celular.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde deve passar por exames para esclarecer as circunstâncias da morte.
Segundo Max, irmão de Beatriz, a família recebeu a informação de que ela teria feito um teste de gravidez com resultado positivo. Ele ressaltou, no entanto, que ainda não há confirmação oficial da gestação nem da possível paternidade.
“Se ela realmente estava grávida, o IML vai dizer”, afirmou o irmão, ao explicar que a família aguarda os exames. Segundo ele, Beatriz manteve um relacionamento com Samuel por cerca de um mês e, depois, os dois ficaram afastados.
A família ainda tenta entender o que aconteceu e se a possível gravidez tem alguma relação com o crime. Até o momento, não há confirmação de que a gestação tenha sido a motivação da morte.
Beatriz desapareceu na noite de 9 de outubro, depois de sair de um bar no bairro Bom Jesus, em Jaboticatubas, onde estava com três amigos. Conforme os relatos reunidos durante a investigação, um carro se aproximou do local, e a jovem foi até o veículo.
Antes de sair, ela teria pedido aos amigos que fossem procurá-la caso não retornasse em cerca de dez minutos. Depois disso, não foi mais vista. Familiares e amigos passaram a buscar informações sobre o paradeiro dela e também fizeram buscas em áreas de mata, inclusive em locais de difícil acesso.
A Polícia Civil investigava o desaparecimento desde então. Na manhã de quarta-feira (21), a divisão especializada em pessoas desaparecidas assumiu o caso. Horas depois, o corpo foi localizado.
Samuel Melo e Carla Luíza foram levados para a unidade especializada da Polícia Civil, em Belo Horizonte, e são investigados por possível participação no crime. Familiares disseram que já desconfiavam do envolvimento do ex-namorado e da atual companheira. Segundo os relatos, os dois chegaram a participar de movimentações relacionadas às buscas por Beatriz antes de o corpo ser encontrado.
A investigação deverá esclarecer a participação de cada suspeito, a dinâmica da morte e a possível motivação. A condição de suspeitos não significa que eles tenham sido condenados.
De acordo com o irmão, a mãe de Beatriz ficou internada durante vários dias e perguntava constantemente pela filha. Ele também relatou que duas irmãs precisaram deixar a cidade após receberem ameaças, enquanto ele continuou acompanhando o caso.
A família espera que a investigação esclareça o que aconteceu e que os responsáveis sejam responsabilizados. “O que a gente quer nesse momento, a partir de agora, é justiça”, afirmou Max.
A Polícia Civil continua investigando o caso. Os exames periciais e os demais elementos reunidos durante a apuração devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte de Beatriz Vitória.











