O dólar comercial encerrou a sexta-feira (30) em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446. A moeda chegou a atingir R$ 5,463 durante o pregão, antes de reduzir parte dos ganhos. Com a valorização acumulada de 9,15% na semana, o câmbio registrou a maior alta semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.
Em outubro, o dólar avançou 5,27% e passou a acumular alta de 0,81% no ano. A sessão foi marcada por volatilidade relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central e usada como referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio.
A pressão sobre o real também refletiu a reavaliação das posições dos investidores após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa pela definição da equipe econômica do próximo governo e pela apresentação de medidas para as contas públicas manteve o mercado atento à política fiscal brasileira.
A procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira (2), também influenciou os negócios. No exterior, o dólar voltou a subir diante de moedas de países emergentes em meio às turbulências no setor de tecnologia.
O Ibovespa fechou o pregão em queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos, no quinto resultado negativo consecutivo. Na semana, o principal índice da B3 acumulou baixa de 18,12%, a maior desde março de 2020, quando recuou 18,88% no início da pandemia de covid-19.
Em outubro, o Ibovespa caiu 9,88%, no pior desempenho mensal desde junho de 2022, quando havia registrado perda de 11,5%. Na segunda-feira (26), primeiro pregão após o resultado eleitoral, a queda acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de perdas expressivas.
A saída de recursos estrangeiros também pressionou as ações brasileiras ao longo da semana. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões do período.
No cenário internacional, os investidores demonstraram cautela com empresas de tecnologia dos Estados Unidos e com as perspectivas para a inflação e os juros globais. Em Nova York, o índice S&P 500 caiu 1,82%, influenciado pelas preocupações com os resultados de grandes companhias de tecnologia e os investimentos em inteligência artificial.
Às 17h31, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes, registrava alta de 0,01%, aos 101,890 pontos.
Com informações da Agência Brasil e da Reuters.











