Atualização sobre cheias no Rio Grande do Sul aponta causas do desastre
Imagem: Reprodução
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Atualização sobre cheias no Rio Grande do Sul aponta causas do desastre

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Um estudo recente revelou as causas que levaram ao desastre climático no Rio Grande do Sul em 2024, que afetou 478 municípios e resultou na morte de 185 pessoas. A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (7), foi realizada pelo World Resources Institute Brasil (WRI) e contou com a colaboração de universidades gaúchas.

Os pesquisadores mapearam eventos que serviram como gatilho para as enchentes, além de identificar condições inseguras e causas raiz que contribuíram para a tragédia. O estudo, intitulado “Entendendo a Construção do Risco”, busca não apenas entender as fragilidades que culminaram no desastre, mas também propor soluções para prevenir futuros eventos semelhantes.

Causas do Desastre

De acordo com a coordenadora de Adaptação Urbana do WRI Brasil, Lara Caccia, o estudo classificou as causas em quatro categorias principais. Essas incluem desenvolvimento urbano e rural, condições físicas e ambientais, condições socioeconômicas e governança.

Entre as causas identificadas estão a ocupação territorial pouco resiliente, a variabilidade climática e a desigualdade socioeconômica. Esses fatores, segundo os pesquisadores, amplificaram os impactos das chuvas intensas que atingiram a região.

Os pesquisadores destacam que a falta de uma cultura de prevenção e um arcabouço legal negligenciado para a gestão de riscos foram determinantes para a vulnerabilidade das cidades. Além disso, a dualidade entre os setores público e privado complicou ainda mais a situação.

Para que as cidades se tornem mais resilientes, o estudo sugere que é necessário ir além dos investimentos em infraestrutura. O fortalecimento da governança e a articulação entre diferentes níveis de gestão são essenciais para lidar com a questão climática de forma eficaz.

Os pesquisadores concluem que, assim como o risco foi construído ao longo do tempo, a resiliência também pode ser desenvolvida por meio de novas escolhas de políticas e práticas de desenvolvimento. A integração multirregional e a priorização de grupos vulneráveis são fundamentais nesse processo.

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