O Programa Rio Sem LGBTIfobia, criado para promover a inclusão e proteção da comunidade LGBTQIA+, enfrenta desafios financeiros que afetam diretamente seus trabalhadores e atendimentos. Recentemente, o governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou que regularizará os salários atrasados, que estão pendentes desde abril, após a decretação de estado de greve pelos funcionários.
A situação foi discutida em uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde o secretário de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Anderson Coelho, explicou que o atraso se deve a um decreto que impõe fiscalização rigorosa sobre contratos acima de R$ 10 milhões. Essa medida visa garantir a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.
Compromisso com a Regularização
O governo se comprometeu a resolver a situação, com o subsecretário-geral da Casa Civil, Sérgio Pimentel, reconhecendo erros de comunicação que geraram insegurança entre os trabalhadores. A expectativa é que os pagamentos sejam feitos nos próximos dias, permitindo que os profissionais voltem a focar em suas atividades sem a preocupação com a falta de recursos.
Os trabalhadores do programa, que já atuam há 16 anos, continuam a prestar serviços essenciais à população, mesmo enfrentando dificuldades financeiras. Fernanda Machado, uma das funcionárias, destacou que muitos têm arcado com despesas do próprio bolso para garantir a continuidade dos atendimentos.
A ativista Indianara Siqueira enfatizou a importância de valorizar os profissionais que mantêm o programa em funcionamento, ressaltando que a precarização do trabalho pode afetar ainda mais a comunidade que já enfrenta desafios significativos no mercado de trabalho.
Importância do Programa
O Programa Rio Sem LGBTIfobia é fundamental para a proteção e acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Com mais de 300 profissionais, ele oferece serviços como atendimento psicológico, orientação jurídica e capacitação, atendendo milhares de pessoas anualmente.
Em 2024, o programa registrou 17.643 atendimentos, e em 2025, foram 12.470. Esses números demonstram a relevância da iniciativa, que precisa ser fortalecida e ampliada, conforme apontado por representantes da comunidade e parlamentares durante a audiência.
O futuro do Programa Rio Sem LGBTIfobia depende não apenas da regularização dos salários, mas também de um compromisso contínuo do governo em investir e expandir suas ações. A luta pela dignidade e direitos da comunidade LGBTQIA+ é uma responsabilidade coletiva que deve ser mantida e fortalecida.











