Justiça bloqueia mais de R$ 327 milhões ligados a esquema do CV com venda de gás no Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
Últimas notícias

Justiça bloqueia mais de R$ 327 milhões ligados a esquema do CV com venda de gás no Rio

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco) denunciou, nesta quarta-feira (28), 12 integrantes do Comando Vermelho (CV) acusados de controlar a venda de botijões de gás de cozinha em comunidades da região metropolitana do Rio por meio de ameaças e extorsões contra comerciantes.

Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, o Ministério Público obteve, junto à 2ª Vara Criminal Especializada da Capital, o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em recursos vinculados aos denunciados e às empresas utilizadas no esquema.

Segundo as investigações, o grupo mantinha uma estrutura organizada, com funções específicas e comunicação permanente entre os integrantes. Equipes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Entre os denunciados está Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, apontado como a principal liderança do Comando Vermelho no Rio em liberdade. De acordo com as investigações, ele comanda as ações da facção no Complexo do Alemão.

As apurações começaram depois que o proprietário de um depósito de gás da comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, denunciou à polícia ter sofrido ameaças de morte e de sequestro.

Conforme a denúncia, os criminosos obrigavam comerciantes a comprar gás exclusivamente de uma distribuidora específica ou a pagar taxas mensais ao tráfico de drogas para continuar trabalhando.

O esquema teria funcionado entre 2024 e 2025 em comunidades de Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói e da capital fluminense. Os moradores eram obrigados a comprar gás apenas nos locais indicados pelos traficantes, mesmo com preços mais altos.

Segundo o Ministério Público, as ameaças tinham o objetivo de eliminar a concorrência, impor condições comerciais favoráveis aos criminosos e garantir o pagamento periódico de valores à organização criminosa.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×750
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...