
O desaparecimento de um motorista de aplicativo está mobilizando familiares e autoridades após o veículo que ele utilizava ser encontrado abandonado em Uberlândia, a cerca de 300 quilômetros do destino informado no início da viagem.
Jhonni Roberto de Jesus, de 33 anos, está desaparecido desde o dia 9 de abril, quando fez o último contato com a família. Ele havia saído de Campinas com destino a Ribeirão Preto, em uma corrida que, segundo ele, seria de ida e volta no mesmo dia.
O veículo utilizado pelo motorista foi localizado na manhã da última quarta-feira (15), no bairro Planalto, em Uberlândia. O carro estava estacionado, com a chave na ignição e sem qualquer sinal do condutor.
Dentro do automóvel, a Polícia Militar encontrou uma nota fiscal referente à compra de um chip de celular feita na cidade de Franca, o que passou a ser um dos principais elementos da investigação.
De acordo com familiares, Jhonni chegou a manter contato nos dias seguintes à viagem, afirmando que ainda estava em Ribeirão Preto trabalhando. A última conversa registrada ocorreu no dia 9 de abril. Depois disso, ele não respondeu mais mensagens nem ligações.
O rastreamento do carro mostrou que o veículo passou por Franca antes de seguir para Uberlândia, onde acabou sendo abandonado. Há ainda indícios de que corridas foram realizadas pelo perfil do motorista no aplicativo já em Minas Gerais, mas não há confirmação de quem estava dirigindo.
Imagens de câmeras de monitoramento também registraram a passagem do veículo por um pedágio próximo a Uberlândia, ajudando a montar a linha do tempo do trajeto.
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o desaparecimento. O objetivo é identificar o que aconteceu com o motorista, rastrear seus últimos passos e esclarecer se terceiros utilizaram o veículo e a conta do aplicativo após o sumiço.
O caso chama atenção por envolver uma corrida fora do padrão do motorista, que, segundo familiares, não costumava aceitar viagens longas para outras cidades. O desaparecimento levanta preocupações sobre a segurança de profissionais que trabalham com transporte por aplicativo.
Até o momento, não há informações sobre o paradeiro de Jhonni Roberto de Jesus.