
Apesar de ter crescido em tamanho e fama desde que fez seu primeiro jogo em Acesso Antecipado, a Larian Studios não pretende abandonar esse modelo. Segundo o diretor de publicação Michael Douse, o sucessor de Baldur’s Gate 3 deve seguir esse caminho porque ele tem funcionado bastante para a desenvolvedora.
“Esse é o único jeito de fazer isso agora, especialmente se você considerar o fato de que o ponto todo dessa coisa é criar uma ressonância social, criar uma situação na qual você tem um diálogo constante com os jogadores”, explicou ele ao GameFile. Segundo ele, o modelo ajuda a tirar um pouco da imprevisibilidade da maneira como jogadores vão reagir a algo.


O gerente de publicação explica que, quando um jogo Triplo-A como Baldur’s Gate 3 é lançado, isso é como fazer uma aposta de que o produto é bom e vai conseguir atrair o público. Quando o Acesso Antecipado é lançado, isso permite descobrir rapidamente o que funciona e se adaptar para garantir a sobrevivência de um projeto.
Douse explicou ao GameFile que o Acesso Antecipado de Baldur’s Gate 3 funcionou porque a Larian sempre deixou claro como as coisas funcionariam. Desde o início, a companhia explicou que adicionaria conteúdos novos de maneira pontual e lenta, e que não viraria uma empresa de jogos como serviço.


“Definir as expectativas é realmente a chave. Vai ser meio que esse ciclo fractal que vai se adaptar”, explicou. Segundo ele, enquanto o sistema não é ideal para todos os tipos de criadores e empresas, há poucas maneiras melhores de definir um loop de gameplay central que funcione e de criar uma comunidade forte.
Iniciado em outubro de 2020, o Acesso Antecipado de Baldur’s Gate 3 trouxe acesso somente a seu primeiro capítulo e a recursos bastante incompletos. Durante os três anos em que permaneceu lá, o game ganhou diversas otimizações, ajustes de roteiro e trabalho de voz, entre outras novidades que ajudaram a versão final a ser um dos games mais elogiados de 2023.
Fonte: Eurogamer