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Participação de eleitores com 70 anos ou mais cresce 43% no 1º turno de 2026
Foto original adaptada visualmente por IA.
Política

Participação de eleitores com 70 anos ou mais cresce 43% no 1º turno de 2026

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O número de eleitores com 70 anos ou mais que compareceram às urnas no primeiro turno de 2026 aumentou 43% em relação a 2022. O dado foi calculado a partir de uma análise de microdados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada pelo Movimento Voto 70+ em parceria com o centro de pesquisa Data8.

Segundo os pesquisadores, o avanço da participação desse grupo contribuiu para o aumento geral do comparecimento eleitoral. No primeiro turno de 2026, 125,2 milhões de eleitores foram às urnas, ante 123,7 milhões em 2022.

O voto é facultativo para pessoas com 70 anos ou mais, analfabetos e jovens com idade entre 16 e 17 anos. Nas últimas eleições gerais, 14,89 milhões de eleitores nessa faixa etária estavam aptos, mas apenas 6,13 milhões votaram. Em 4 de outubro de 2026, foram 8,77 milhões de votantes entre os 17,25 milhões de eleitores 70+ aptos.

“É a primeira vez, desde 2014, que mais da metade desse eleitorado vota”, afirmou Cléa Klouri, idealizadora do Movimento Voto 70+ e cofundadora do Data8.

Em números absolutos, os eleitores com mais de 70 anos acrescentaram 2,64 milhões de votos ao resultado de 2026, volume superior aos 2,2 milhões de eleitores de Brasília. Entre os menores de 70 anos, por outro lado, o número de votantes caiu de 117,59 milhões, em 2022, para 116,51 milhões neste ano.

A redução ocorreu apesar da estabilidade do eleitorado apto, que passou de 141,56 milhões em 2022 para 141,49 milhões em 2026. A abstenção entre os eleitores com 70 anos ou mais caiu de 58,8% para 49,1%, uma redução de 9,7 pontos percentuais. Entre os menores de 70 anos, subiu de 16,9% para 17,7%.

Cléa Klouri avaliou que o eleitorado idoso pode ter peso decisivo em uma eleição acirrada. “É importante dizer o poder que eles têm de mudar o ponteiro da eleição. É uma quantidade grande de pessoas e são votos que devem contribuir para que essa eleição seja democrática”, declarou.

O Norte e o Nordeste registraram as maiores mudanças na participação dos eleitores 70+. No Nordeste, a abstenção caiu de 56,7% para 45,3%; no Norte, de 59,1% para 45,5%. No Sudeste, a redução foi de 62,9% para 53%, enquanto a região concentrou 1,15 milhão de novos eleitores nessa faixa etária.

No Centro-Oeste e no Sul, as quedas foram de 6,6 e 5,9 pontos percentuais, respectivamente. Ainda assim, o Centro-Oeste manteve a menor abstenção entre os eleitores 70+, com 43,8% em 2026.

Entre os estados, o Pará teve a maior queda na abstenção, de 62,3% para 46,7%, e registrou 52% a mais de votantes. No Ceará, a taxa passou de 56,4% para 41%, com alta de 46% no comparecimento e acréscimo de 125 mil votantes 70+.

Em São Paulo, 565 mil eleitores com 70 anos ou mais compareceram às urnas a mais do que em 2022, uma alta de 42,8%. O número equivale a quase um em cada cinco novos eleitores 70+ do país.

O Rio de Janeiro apresentou a maior abstenção entre os estados, embora tenha reduzido o índice de 66,6% para 58%. Na capital fluminense, o percentual chegou a 62,3%, o maior entre as capitais. No Rio Grande do Sul, a abstenção caiu de 54,3% para 49,1%; o estado tem a maior proporção de eleitores com 70 anos ou mais, que representam 14,5% do eleitorado.

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