O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento de um recurso que visa garantir o direito à revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 6 de maio, após um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.
O julgamento virtual, que teve início em 1° de maio, não possui uma nova data definida para ser retomado. A Corte analisava um recurso da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que busca assegurar que a revisão seja válida para aqueles que ingressaram com ações judiciais até 21 de março de 2024.
Contexto da Decisão
Esse é o quarto recurso apresentado ao STF contra a proibição da revisão da vida toda. Antes da suspensão, o placar estava em 4 votos a 1 a favor de manter a decisão anterior, que negou aos aposentados o direito de optar pela regra previdenciária mais benéfica para o recálculo de seus benefícios.
O único voto favorável aos aposentados foi do ministro Dias Toffoli, que sugeriu a modulação dos efeitos da decisão. Ele propôs que a revisão fosse garantida para aqueles que ajuizaram ações entre 16 de dezembro de 2019 e 5 de abril de 2024.
Em março de 2024, o STF já havia decidido que os aposentados não teriam o direito de escolher a regra mais vantajosa para o recálculo de seus benefícios. Essa nova deliberação anulou uma decisão anterior que havia reconhecido o direito à revisão da vida toda.
A reviravolta ocorreu durante o julgamento de ações de inconstitucionalidade relacionadas à Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social. A maioria dos ministros entendeu que as regras previdenciárias de 1999 são obrigatórias e não podem ser opcionais para os aposentados.
Essa situação gera incertezas para os beneficiários, que anteriormente podiam optar pelo critério de cálculo que resultasse em um valor mensal maior. Agora, a possibilidade de revisão fica restrita, impactando diretamente a renda de muitos aposentados.











