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Preço do milho cai 6,72% em outubro, com saca a R$ 63 em Uberlândia
Foto original adaptada visualmente por IA.
Agro

Preço do milho cai 6,72% em outubro, com saca a R$ 63 em Uberlândia

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O preço do milho recuou 6,72% no Brasil em outubro, em meio à demanda enfraquecida e à pressão da oferta. Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, a média nacional da saca ficou em R$ 62,11 em 29 de outubro, ante R$ 66,58 no encerramento de setembro.

Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a saca foi negociada a R$ 63,00, queda de 3,08% em relação aos R$ 65,00 registrados no fim do mês anterior.

Os consumidores reduziram o ritmo das compras ao longo do mês, favorecidos pelo abastecimento confortável e pela expectativa de novas baixas. A retração também atingiu importantes regiões produtoras e consumidoras.

Do lado da oferta, os produtores avançaram na fixação de volumes durante boa parte de outubro. A volatilidade cambial e as incertezas sobre as exportações, porém, estimularam maior cautela nas negociações.

O dólar chegou a operar próximo de R$ 5,60 no início da semana, recuou para a faixa de R$ 5,35 e voltou a subir na sexta-feira, 30 de outubro, quando girava em torno de R$ 5,43 pela manhã. A oscilação reduziu a previsibilidade do mercado e, apesar de melhorar parcialmente a paridade de exportação, não foi suficiente para estimular uma retomada consistente dos negócios.

Nos portos brasileiros, os valores continuaram pouco atrativos para ampliar significativamente as vendas externas. Conforme a Safras & Mercado, o line-up indicava possibilidade de exportação de 6,016 milhões de toneladas de milho em outubro. Para novembro, a programação apontava 3,997 milhões de toneladas, enquanto dezembro tinha previsão de apenas 68 mil toneladas.

No acumulado entre fevereiro de 2026 e janeiro de 2027, o line-up sinalizava exportações de 26,401 milhões de toneladas. O ritmo projetado permanecia abaixo do observado no mesmo período da temporada anterior, limitando o suporte da demanda externa aos preços domésticos.

Na Bolsa de Chicago, os contratos de milho também enfrentaram pressão diante da expectativa de ampla disponibilidade. Relatórios recentes reforçaram as projeções de aumento da produção e dos estoques norte-americanos, restringindo uma recuperação mais expressiva das cotações internacionais.

A queda foi registrada em diferentes mercados regionais. Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 67,00 no fim de setembro para R$ 55,00 em 29 de outubro, baixa de 17,91%. Em Cascavel (PR), ficou em R$ 61,00, recuo de 5,43% ante os R$ 64,50 do mês anterior.

No mercado CIF de Campinas (SP), o preço foi de R$ 67,00, redução de 5,63% frente aos R$ 71,00 de setembro. Na região da Mogiana paulista, a cotação chegou a R$ 62,00, queda de 6,06% em relação aos R$ 66,00 registrados anteriormente.

Em Erechim (RS), o milho passou de R$ 72,00 para R$ 70,00, retração de 2,78%. Em Rio Verde (GO), a saca ficou em R$ 60,00, ante R$ 63,00 no encerramento de setembro, baixa de 4,76%.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil exportou 4,154 milhões de toneladas de milho em outubro, considerando 16 dias úteis. A receita alcançou US$ 988,265 milhões, com média diária de US$ 62,072 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 237,90.

Na comparação com outubro de 2025, a receita média diária aumentou 0,9%. A quantidade média diária embarcada, por outro lado, caiu 12,1%, enquanto o preço médio por tonelada subiu 14,8%. A valorização do produto não compensou a redução do volume médio diário exportado.

Para as próximas semanas, o mercado deverá acompanhar o comportamento do dólar e as condições climáticas nas regiões produtoras. O câmbio influenciará a competitividade do milho brasileiro e as referências nos portos, enquanto o clima será importante para as expectativas sobre a safra de verão e, posteriormente, a segunda safra de 2027.

Segundo o Portal do Agronegócio, a combinação de compradores cautelosos, oferta confortável, embarques abaixo do ritmo da temporada anterior e disponibilidade internacional elevada mantém o mercado pressionado e reduz as perspectivas de recuperação consistente das cotações no curto prazo.

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