Emissoras de televisão de diferentes países da Europa receberam ameaças de bomba nesta sexta-feira (6). Os alertas provocaram a evacuação de funcionários, operações de segurança e mudanças na programação de algumas empresas. Nenhum explosivo foi encontrado nos locais investigados.
As informações são da Agência Brasil, com base em reportagem da Agência Reuters. Entre as emissoras afetadas estão a irlandesa RTE, a britânica Sky e a búlgara Nova TV.
Em pelo menos dois casos, as ameaças foram enviadas por e-mail. As mensagens afirmavam que dispositivos explosivos haviam sido instalados nos prédios. Uma delas dizia que uma bomba detonaria em 45 minutos e trazia a frase: “O tempo está se esgotando”. O texto também afirmava que o objetivo era chamar a atenção mundial para um grupo responsável pelos alertas.
Na Bulgária, a sede da Nova TV, em Sófia, foi evacuada e submetida a uma inspeção policial. Após a varredura, o prédio foi considerado seguro e os funcionários puderam retornar. A transmissão da emissora não foi interrompida.
Na Irlanda, a RTE mudou temporariamente a programação, substituindo as transmissões por músicas e uma mensagem gravada. O conteúdo jornalístico ficou fora do ar por até três horas. Os funcionários retornaram ao local após uma operação policial que durou mais de três horas.
Segundo a Reuters, as ameaças foram assinadas com o nome de Mikhail Andropov, que se apresentou como integrante de um grupo responsável por outros alertas registrados durante a semana. Até o momento, porém, não há confirmação sobre a identidade dos autores nem sobre uma possível ligação com organizações estrangeiras.
O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, afirmou que as autoridades europeias ainda investigam se os episódios envolvendo emissoras de televisão e aeronaves fazem parte de uma ação coordenada ou se foram praticados por indivíduos isolados.
Os alertas contra as emissoras ocorreram em meio a uma sequência de falsas ameaças de bomba contra o transporte aéreo europeu ao longo da semana. Na quinta-feira (5), pelo menos 27 voos de passageiros foram afetados em diferentes países, com desvios, inspeções e pousos fora do destino previsto.
As ocorrências envolveram aeroportos da França, Espanha, Polônia, Dinamarca, Bulgária e Itália. Algumas aeronaves receberam escolta de caças militares, enquanto outras interromperam procedimentos de decolagem ou passaram por inspeções de segurança.
Na terça-feira (3), pelo menos sete voos e um navio de cruzeiro também foram alvo de ameaças semelhantes. Apesar de autoridades de alguns países europeus terem apontado anteriormente a Rússia como possível responsável por ações de sabotagem e ataques híbridos, não há confirmação de envolvimento russo nos episódios recentes. Moscou nega qualquer participação.
Especialistas em segurança também consideram outras possibilidades, como ações individuais e ameaças reproduzidas por imitadores. Até o momento, as inspeções não identificaram explosivos nos aviões, no navio ou nos prédios das emissoras atingidos pelos alertas.











