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Praia Clube, de Uberlândia, disputa título da Supercopa Feminina contra o Osasco
Foto original adaptada visualmente por IA.
Uberlândia

Praia Clube, de Uberlândia, disputa título da Supercopa Feminina contra o Osasco

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O Praia Clube entra em quadra às 21h desta sexta-feira (16) para disputar a Supercopa Feminina de Vôlei 2026. A equipe de Uberlândia enfrenta o Osasco no Ginásio Castelinho, em São Luís, no Maranhão, em busca do primeiro troféu nacional da temporada.

Atual campeão da Superliga, o Praia chega à decisão embalado pelo décimo título do Campeonato Mineiro. No último sábado (10), o time venceu o Minas por 3 sets a 2 e conquistou o decacampeonato estadual.

O Osasco também chega motivado. Campeã da Copa Brasil, a equipe paulista derrotou o Sesi Bauru no tie-break e garantiu o 19º título de sua história. A decisão reúne dois dos principais times do vôlei feminino brasileiro.

O Praia Clube é o maior campeão da Supercopa Feminina, com quatro títulos consecutivos, conquistados em 2018, 2019, 2020 e 2021. Diante do Osasco, a equipe tenta levantar a taça pela quinta vez. O time paulista busca o primeiro título na competição.

Para o técnico Rui Moreira, a conquista do Campeonato Mineiro aumenta a motivação do elenco, mas não assegura vantagem na final. Segundo o treinador português, o grupo já retomou os treinamentos e trabalha na preparação específica para o confronto.

“A expectativa é sempre alta, máxima, independentemente da vitória que nós poderíamos ter tido ou não no Campeonato Mineiro. Nós, a ganhar ou a perder, temos de olhar sempre para o jogo seguinte”, afirmou Rui Moreira.

O comandante também ressaltou que o curto período de descanso exige concentração da equipe. “É diferente encarar o próximo desafio com uma vitória em cima, mas, ao mesmo tempo, também temos de ter a capacidade de ter o pé no chão e perceber que as vitórias do passado não nos dão uma garantia de uma vitória no futuro”, disse.

Apesar da cautela, Rui Moreira demonstrou confiança no elenco. “As expectativas são boas, no máximo, com ambição. O grupo está bem, está unido, está a trabalhar bem. Então, acho que nós vamos chegar bem a São Luís do Maranhão para poder disputar a Supercopa e trazer o troféu para o Praia”, completou.

Uma das principais armas do Praia na decisão será a oposta Sabrina. Contratada para esta temporada, ela foi um dos destaques do decacampeonato mineiro e terminou a competição como MVP, sigla em inglês para jogadora mais valiosa.

Na final contra o Minas, Sabrina marcou 34 pontos e foi a maior pontuadora da partida, liderando a vitória do Praia por 3 sets a 2. Pelo Osasco, Tifanny anotou 27 pontos na decisão contra o Sesi Bauru.

Rui Moreira, no entanto, destacou que o Praia não pode concentrar a marcação em apenas uma adversária. “É mais um adversário forte, que centra a sua capacidade ofensiva numa oposta de um nível muito alto. Nós temos que ter a capacidade, acima de tudo, de tentar condicionar, mas sem esquecer as outras”, explicou.

“Não podemos entrar numa obsessão de querer parar aquela jogadora e esquecer as outras cinco, seis jogadoras que estão dentro da quadra. Também fazem o time rodar”, acrescentou o treinador.

A participação de Tifanny na Supercopa ainda está indefinida. Segundo o GE, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) aceitou, no fim da tarde de quinta-feira (15), as inscrições das atletas do Osasco, mas deixou pendente a oficialização do registro da oposta.

A assessoria jurídica da jogadora e do clube acionou a Justiça Desportiva com um mandado de garantia e um pedido de liminar para assegurar a participação dela na Supercopa e na Superliga enquanto o caso é analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

O impasse envolve a política de elegibilidade para a categoria feminina adotada pela CBV, alinhada às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI). Entre os critérios está uma exigência relacionada ao teste genético para o gene SRY. A decisão sobre o registro pode influenciar a escalação do Osasco para a final.

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